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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vira boate

A primeira observação não foi minha. E apenas ouvi o que o Paulo (meu afilhado de casamento) repetiu que um amigo dele da época do seminário havia dito. Entendeu? “Depois que o fulano (ditador) morreu o país virou uma bagunça”. 
Não me lembro qual era país que o Paulo disse que seu amigo se referia, pois apenas estávamos fazendo uma previsão do que poderia virar o Iraque sem o Saddam. E foi uma baderna por muito tempo, depois que Saddam foi pro beleléu.


Agora nos meios de comunicação está sendo anunciado a morte de Muammar Kadhafi, e uma das imagens mais populares é a de um jovem segurando a arma dele, detalhe; com um boné com as iniciais de Nova Iorque. Será que ele sabe a influência norte-americana?
É claro que o cara não era um exemplo de bom samaritano chefe, e que nunca ganharia um Nobel em qualquer categoria. Dominava espalhando terror.
Mas como diz o ditado, quando o gato sai o rato faz a festa.
Não precisamos ser analistas, antropólogos, geo-sociologos-politicos, pra saber que uma das primeiras coisas a que acontecerá será o poder ser entregue provisoriamente a um ocidental – como foi no Iraque – indicado pela ONU. Acontecerão revoltas, ainda umas mortezinhas aqui e ali, e o que parece ser o que aquele povo mais sabe fazer; guerrear.
Pesquise qualquer ditador que saberá que ele tinha lá sua corja de babadores de ovo, e dominava com mãos de aço seu povo, o que conseguia manter uma determinada ordem. Exemplo válido pra um país, uma favela ou comunidade como quiser chamar, ou uma família qualquer.
E sempre quando o ele é deposto do poder, independente da causa, o local vira boate.

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