Páginas

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

"L'Homme Qui Marche"

A escultura “O homem que caminha” de Alberto Giacometti, além de ser a obra de arte mais cara do mundo, poderia ser também um apelido para o Fernando Henrique Cardoso.
Preguiçosamente chamado de FHC, o ômi está fazendo um vandevu em prol da descriminalização da cannabis.
Em seu documentário - Quebrando o Tabu – com participação de nomes de peso como Bill Clinton, Drauzio Varela e Paulo Coelho, FHC viajou pelos EUA e Europa a procura de experiências de sucessos entre o pessoal que dá um tapa e o governo. Querendo adotar um sistema semelhante de Portugal onde todas as drogas são descriminalizadas, ele disse que a discussão deveria ser social e não política. Sendo um homem culto, ele pisa em ovos quando se trata do assunto, e disse que o filme é debate e não tese, acrescentando ainda “Nós temos que tratar essa gente como doentes, pessoas que precisam de assistência médica, e não como criminosos”.  Vejam um pouco do documentário:


Mais ou menos simultâneo ao que explica o ex-presidente, a Sociedade Americana de Medicina do Vicio (ASAM sigla em inglês), lançou uma nova definição depois de estudos contando com uma equipe de mais de 80 especialistas sendo:
“Na sua essência, o vício não é apenas um problema social, ou moral ou criminal. É um problema cerebral cujos comportamentos se manifestam em todas essas outras áreas”, explica o Dr. Michael Miller. Também classifica o vício como uma doença crônica que deve ser tratado como diabetes, hipertensão, etc. Segundo pesquisas de especialistas da neuro-ciência o vício afeta os circuitos de recompensa do cérebro, de forma que necessidades de experiências com comida, sexo, álcool e outras drogas, ativam o desejo e mais comportamentos de dependência, além dos circuitos do cérebro que governam o controle de impulso são alterados nos cérebros de viciados, ou seja, o vício não é uma escolha. Fato que está sendo muito discutido em vários segmentos da sociedade em geral, pois a “escolha de recuperação” se assemelha a pessoas com cardiopatas que não fizeram promessa para terem problemas de coração, mas optam por comer de maneira mais saudável, se exercitarem, etc.
Miller finaliza que temos que parar de moralizar, culpar, controlar a pessoa com a doença do vício, e começar a criar oportunidades para os indivíduos e familiares obterem ajuda e assistência na escolha de um melhor tratamento. (LiveScience).
Os mais desconfiados arriscam dizer que o FHC está querendo fazer a mesma jogada que Al Gore fez após lançar “Uma Verdade Inconveniente”, se lançar na política posteriormente. Não sei se a intenção dele é a mesma, pois seu nome ficou mais conhecido no Plano Real. No entanto, é sim uma questão que ainda vai dar muito pano pra manga, onde não devemos esquecer que a situação no Brasil é diferente de Portugal, Suíça etc.

Talvez seria apropriado seu uso para fins medicinais, antes de testarem o que os Planet Hemps baforavam que a canabbis abre a mente, ajuda na recreação etc. Só que uma coisa é vero, o sujeito que fuma um “cigarro do bem” já é tão ou mais alvo de preconceito que o sujeito que estoura unzim.

Um comentário:

Related Posts with Thumbnails