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terça-feira, 12 de abril de 2011

ACS, Oswaldo Cruz e Cristo

Hipócrates negando presentes por seus serviços médicos

Se bubiá ainda tem gente que acredita que as doenças são causas espirituais - salvo a religião espírita - como acreditavam as sociedades antigas. Estas doenças podiam ser um desejo negativo de outra pessoa (zói gordo), espírito maligno, bruxaria ou intervenção divina para o bem ou para o mal, e quando alguém ficava dodói recorriam ao Shaman – não a banda ruim que dói de heavy metal – o Shaman que me refiro era um curandeiro, mago, adivinho, que intermediava entre o lado de lá (espiritual) e o lado de cá (material). Aí entravam em cena feitiços, encantamentos, amuletos etc, para afastar ou amenizar os demônios responsáveis pela doença. Não é raridade vermos charlatões usando os mesmo truquezinhos baratos usando bugigangas com poder de cura ainda hoje. Alguém já viu a toalhinha num certo canal de TV?
Já os egípcios eram mais radicais, quando o capeta do demônio não saia do corpo do paciente eles abriam lhe o crânio, aí saia eu acho.
Isto porque antes de Jesus a medicina não cientifica não era conhecida e todos os tratamentos eram a base de ervas, orações, massagens, etc – não mudou muito – no entanto, já existiam instrumentos rudimentares, mas modernos pra época como agulhas, pinças, fórceps etc. Os métodos de tratamentos nos primórdios variavam desde aquela olhada no paciente, inspeção, ao exame de fígado de carneiro, depois que o paciente soprava dentro das narinas do pobre carneirinho, acreditando que os sintomas eram transferidos para o órgão do pobre animalzinho.
Passando por Aristóteles que foi o primeiro a estudar a anatomia dissecando animais e estudando os órgãos, Hipócrates que é conhecido como o “pai da medicina moderna” e já arriscava dizer que doenças poderiam ser advindas de causas externas como clima, falta de higiene, Andreas Vesalius que publicou um p* texto ilustrado sobre anatomia, Girolamo Fracastoro que apelidou uma tal doença francesa de sífilis, os romanos que não davam muita moral pros médicos, acreditando que o tratamento dos doentes deveria acontecer no seio da família (PSF? Genograma?),  Paracelso,  Papiro de Eber e o de Smith do segundo milênio a.C. que detalhavam não apenas encantos para curar doenças, como relacionava vários remédios práticos, Pesheshet a mulher que supervisionava as médicas mulheres nos idos do século 3 a.C, Imhotep médico-sacerdote que devido seu respeito recebeu status de divindade com direito a ser homenageado em santuários, ao Torá que cita regras de higiene, o Código de Hamurabi que descreve os deveres dos médicos e os “trocos” que eles podem cobrar, Asclépio pai de Higéia (saúde ou higiene) e Panacéia (que tudo cura) e quem inspirou o caduceu símbolo usado para representar a profissão de médico originário  da varinha mágica do deus Hermes, os barbeiros que praticavam cirurgias e usavam as ferramentas em ambas profissões, Oswaldo Cruz o criador da saúde pública brasileira, o célebre Leonel Miranda que num momento difícil disse “não sou político, sou um profissional de medicina e administrador” período em aproveitou um gancho na pirraça dos Kassab que queriam pressionar o governo usando a Unimed, visto por muitos como o período que surgiu o embrião do SUS. Também temos exemplos de grandes militantes em nossa micro região. Dispensável citar o nome é claro!
Enquanto nos Steites só foi possível uma mudança significativa no sistema de saúde recentemente, em que a proposta do presidente Obama venceu na rapa por apertados 219 a 216 votos, na qual atenderá 32 milhões de americanos que não têm plano de saúde, a ultima investida significativa foi na década de 60.
Por aqui, sempre aparecem novidades, desde os idos de 1941 quando teve a 1ª Conferência Nacional de Saúde, passando pela criação do SUS na 8ª Conferência, a NOB, Noas, Cartão Sus etc.
O engraçado é que nem todos valorizam o sistema de saúde. O SUS, além de apolítico o que é uma dádiva, é um dos programas mais ambiciosos e lindos do mundo, muitos o classifica como utópico. O problema que vejo, é que o mesmo governo que o financia é o governo que não investe pesado em prevenção, em propagandas educativas, não melhora as rodovias, deixa a desejar em saneamento básico em alguns lugares, etc.
E, em chão tupiniquim o povo pensa que SUS é apenas aquela cirurgia de laqueadura, hérnia, ou o diclofenaco na farmacinha. Existe ainda a turminha mal agradecida que abre a boca até no canto pra dizer que não precisam do SUS, esquecem que o combate a ratos, a dengue, o produto com data de validade vencida na prateleira do supermercado, o transplante de órgãos, combate e tratamento a drogas, produção e distribuição de retrovirais é do SUS. Não podemos esquecer dos desinformados, eu rolo de rir, negam a serem consultados pelo doutor do postinho, porque ele é médico do SUS e pagam uma consulta com um médico particular, só que este médico particular também atende pelo SUS em outro horário ou local. Profissional é profissional independente do convênio. Acrescentando ainda que alguns medicamentos fornecidos via SUS, são oriundos dentre outros laboratórios da Farmanguinhos um dos melhores laboratórios em algumas áreas do mundo, e antes de toda e qualquer distribuição de medicamento é preciso do aval da Anvisa que é o Inmetro da vez.
Fico feliz em saber da evolução e compromisso de algumas almas iluminadas em defesa da saúde de/para todos, ao mesmo tempo, me bate um certo desânimo diante de algumas atitudes de quem poderia mudar o coletivo, como também de usuários que não contribuem para a efetivação do sistema para viver em equilíbrio com o meio.
Obs: Adoro batata frita, esporadicamente fumo e sou sedentário.


Fontes:      www.planetseed.com/pt-br
O Submundo da Medicina – Nelson Senise

2 comentários:

  1. Faça melhor, dê me remédios para combater meu colesterol. rs. E não é revolta, apenas minha maneira míope de enxergar as coisas.

    Mas agradeço a oração!kkkkkkkkk.

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