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quarta-feira, 2 de março de 2011

Pedaço do bolo

Em Tiburciulândia tenho um amigo que faz aniversário no dia 29 de fevereiro, e por brincadeira comemoramos o aniversário dele a cada quatro anos.
Já é tão tradicional que uns dois anos antes, começamos a nos preparar, uns olham os convidados, outros a divulgação, têm os que tentam conseguir novos participantes, etc.
Só que infelizmente alguns da organização estão saindo insatisfeitos nas últimas comemorações. É que diante da colaboração de tantos, o aniversariante se esquece de agradecer a todos e o mais importante; DIVIDIR O BOLO. Ao menos é o que pensam alguns.
Cá com meus botões penso; será que eles estão preocupados com a festa, pós-festa, o PEDAÇO DO BOLO?
Onde está o pensamento coletivo? A satisfação conjunta? O pensamento de estar ajudando a promover uma boa festa, o comprometimento e consideração com o felizardo, onde no final todos ficarão felizes?
Particularmente não gosto de festas, sou antisocial ao extremo, e não gosto de fazer parte da comissão de frente em nada (sim sou turrão). Mas sempre fiquei lisonjeado com a fatia me oferecida. Claro que muitos gostam do recheio, outros do glacê, enquanto alguns preferem a bandeja e descobrir a receita do delicioso bolo. Não tenho pretensões assim.
Por exemplo, quando a bichana Marilyn Monroe ronronou “Happy Birthday” para o presidente dos States nos idos de 62, sabe lá Deus se tinha algo mais, se era apenas para causar euforia nos marmanjos, inveja nas mulheres ou otras cositas más.
Lamentável! Pois os mal contentes não filosofam o porquê não se esbaldaram em pedaços maiores, se acham injustiçados, ou terão que fazer como nos casórios da época dos reinados (o bolo servia para alimentar os recém-casados até chegar em suas residências, pois moravam longe, daí surgiu a tradição de bolo no casamento), ficarem com o que lhe foi oferecido/merecido por um tempão e tentarem conseguir ao menos um docinho, fazendo jus para tal é claro.

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