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quinta-feira, 17 de março de 2011

Judas

Em Prenuncio Zé do Caixão fala a seguinte frase “aprisionamento da liberdade de expressão”.
E como estamos na não tão sombria quaresma, período em que era de praxe na noite de sexta-feira que antecede o sabadão (não aquele do Gugu) de aleluia, um dos maiores movimentos que expressa a liberdade de expressão na minha opinião acabou, evaporou, escafedeu, morreu... O JUDAS.
Repetindo, em minha opinião um dos maiores movimentos de expressão cultural e de indignação que já vi. Já tive o prazer de participar de alguns, e apesar do frio que chegava a estalar no ar e cortava os lábios, era extremamente prazeroso.
Ao contrário que muitas mentes atrofiadas pensam a intenção não era criticar o governo, era expor a insatisfação a tudo e a todos que superasse a lerdeza e a adrenalina da ocasião. Nos Judas que comunguei o governo por exemplo, nunca o único alvo de críticas, e tampouco obteve a maioria dos protestos.
As insatisfações eram dividas democraticamente, hipócritas, linguarudos, fingidos, etc. boa parte destes que embelezam nos dias eram lembrados. Sei que tinha algumas atitudes dos participantes que poderiam passar sem, mas...
Hoje, não sei por que diabos não se comemora esta tradição AQUI. Devido aos reumatismos, sinusite e ser obrigado a dormir cedo – casado né, sabe como é - infelizmente não participaria mais como também não queria ver meu nome relacionado com qualquer manifestação (rs). No entanto, juro que desejaria saber o verdadeiro motivo que ausenta aquele espantalho rodeado de quinquilharias na praça, até le grand finale, quando ele era explodido. Parece que ele se explodiu mesmo.

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