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quinta-feira, 31 de março de 2011

Cravatte la tête

Meu afilhado e amigo Paulo usava na faculdade umas palavras bonitas até para pedir uma caneta emprestada como; paradigmas, estereótipos, suscetível, plausível, etc. como não sei como usá-las... Vai do meu jeito mesmo:
O conhecidíssimo besouro Scarabaeinae tem mania de ficar rolando bosta por aí.  Já as hienas comem merda e vivem felizes, lindo! Ambos são coprófagos, e daí? Cada um faz da vida o que bem quiser.
Esta última definição de liberdade foi o final de uma conversa entre minha esposa e eu, quando chegávamos numa determinada festa totalmente social.
Ela, defendendo à unhas e dentes a obediência da etiqueta e protocolo para festas. Eu, além de não levar tão ao pé da letra assim, questionava por que estava inserido num terno e por que o mulheril não usava calça, somente vestidos na maioria preto pra camuflar os tecidos adiposos, entre alguns dispersos balonês. Sim, todos seguindo os princípios da etiqueta na grande festa rechonchuda de pessoas com um bom nível de escolaridade. Ah! Esqueci, havia bolsas também, várias bolsas de diversos modelos e tamanhos.
Um ambiente que deixaria a senhora Catarina de Médici (dizem que foi ela quem difundiu as festas chique) muito feliz.
Só que não entendo porque diabos lá pelas tantas da noite depois de algumas bebidas ou não, e geralmente selando com uma clássica valsa, a atmosfera muda 2 radianos. Começa uma tal duma boate, onde são distribuídos pulseiras de neon - o líquido dentro delas não é neon, e sim provas que Bohr e Linus Pauling eram gênios - colares havaianos, óculos coloridos etc. a partir daí via algumas almas de indumentária agora furta-cor trançarem pra lá e pra cá, contradizendo tudo o que demonstravam antes. Etiqueta, postura, conduta, têm seus conceitos e pronto. Não muda. Ao menos é o que deveria acontecer. Senti-me um imbecil 102 quando me tacaram pra cara afora um óculos verde florescente. Tsc! Se quisesse saber se tinha algum problema estomacal ou nasal era só ir ao banheiro. A aradeza que resultava num mundo de mãos nas bandejas dos garçons era espantosa, apesar de que tinha uns salgados maravilhosos.
História – na internet cita que pelos idos de 1635, uma guerra de natureza religiosa entre franceses e suecos, os inimigos dos franceses, que eram soldados mercenários, usavam um lenço enrolado no pescoço que identificada sua graduação, sendo os mais grosseiros para os soldados e os de seda para os oficiais.  Os franceses copiaram o modelito e começaram a usar e a chamar este lenço de pescoço de cravatte (gravata em português), também croata em francês. Em outros sites dizem que a moda foi lançada 15 anos mais tarde por membros da elite francesa. Já a SUPERINTERESSANTE diz que a gravata surgiu em Roma no século I. a.C. onde os soldados romanos usavam um tipo de cachecol úmido amarrado no pescoço para se refrescar nos dias mais quentes, no entanto a moda não pegou com os romanos, vingando somente na guerra francesa como citado acima.
Bubiça – uns marmotas com a gravata amarrada na cabeça. Sem comentários!
Como disse antes, cada um faz da vida o que bem entender, até coprofagia se quiser. Mas é esta brusca mudança indo de pré-fineza tendendo aos limites intensos do ridículo que não entra na minha cabeça.
Ah! Tava me esquecendo, algumas bolsas continham chinelinhos que substituíam os sapatos salto-alto.

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