Páginas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bon voyage

Com o PIS/PASEP que minha esposa recebeu e mais alguns bicos que pretendo fazer, acho que dará pra fazermos uma viagem no final do ano, provavelmente não será para as praias capixabas, que é um local tão sagrado para alguns mineiros como as águas do rio Ganges para os indianos.
Também não será pra nenhuma Polinésia Francesa da vida, com direito a um cochilo numas das palafitas que existem em Bora Bora, o que custaria algo em torno de 30 mirreis.
Agora; já pensou em juntar algumas horas extras, o PIS/PASEP e o vale refeição e num feriado prolongado dar um pulinho em Marte?
Pois é, segundo o cada vez mais retraído Stephen Hawking (que é um dos mais importantes e populares cientistas de nosso tempo, que já ocupou a cadeira que poucos grandes nomes ocuparam como Issac Newton), disse em entrevista ao site Big Think, divulgada segunda-feira pela AFP que nosso futuro é o espaço. Ele não se referiu a morrer e ir pro céu. Foi algo mais ou menos assim “Estamos a entrar num período cada vez mais perigoso da nossa história", alertou. "A nossa população e o nosso uso dos recursos finitos do planeta Terra estão a crescer exponencialmente, em simultâneo com a nossa capacidade técnica para mudar o ambiente para o bem ou para o mal. Temos feito progressos notáveis nos últimos 100 anos. Mas se queremos continuar nos próximos 100, o nosso futuro está no espaço." Em outro momento disse “A raça humana não deveria ter todos os seus ovos no mesmo cesto, ou num único planeta.”
Para Robert Zubrin, (conforme matéria do site Terra Maganize que cita um texto de Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa) engenheiro aeronáutico da NASA, um equipamento capaz de enviar 24 pessoas para Marte custaria em torno de US$ 1 bilhão, mais ou menos US$ 40 milhões por pessoa. Com quatro lançamentos anuais haveria uma população de 10 mil habitantes em quarenta anos. E para que a nave que fizer o caminho não voltasse de poltronas vazias, poderia trazer metais raros, deutério e uma vasta variedade de hidrogênio para refrigerar reatores nucleares aqui no planeta azul.
Mas porque Marte? Porque Marte tem mais a cara da Terra e há indícios de água lá. Tudo bem que isto não seria da noite pro dia, pois a vida seria em bases subterrâneas pressurizadas, e o cultivo de alimentos seria inicialmente em estufas. A fina atmosfera marciana deveria ser “engrossada”, a água deveria ser reciclada além do transporte de bactérias para ajudar nos processos de fotossínteses e nitrogenação do solo etc. Claro que isto não chega a ser o mínimo que deve ser feito pra começar um projeto de casas populares marcianas, sem direito a invasão do MST.
E claro que mesmo levando uma vida saudável sei que não precisarei comprar Dramin para uma viagem desta, mas desejaria que não fosse preciso as futuras gerações serem obrigadas a viver em outro planeta, principalmente por autodestruição.

terça-feira, 10 de agosto de 2010


Credibilidade?
Outro dia lendo uma matéria dum jornal aí, me chamou a atenção a identificação do autor sendo “mestre em não sei o que, especialista em não me lembro o que, doutorando em qualquer coisa e colaborador do jornal que lia”.
Questionei se ele estava expondo suas idéias, ou apresentando seu currículo. A resposta que tive que era para dar maior credibilidade ao texto.
E outro dia vi um anuncio que o “Rapaz com Cachimbo” de Picasso, havia deixado de ser a obra mais cara do mundo, perdendo o posto para "L'Homme Qui Marche" (O homem que caminha) de Alberto Giacometti, nada-nada pela mixaria de 74,2 milhões de euros, veja a cotação do euro calcule quanto dá em reais e me conte. Pois é, além dos dois citados acima tem Jackson Pollock, Gustav Klimt, Vincent van Gogh, Portinari, Da Vinci, Michelangelo, Monet e mais alguns que suas obras são as mais caras do mundo. Eu não entendo titica nenhuma de artes, dizem que algumas retratam revoluções, momentos sacros, angustias pessoais etc. Mas será que o valor é pela obra em si, ou pela assinatura de seu criador? Se for pela assinatura os primatas foram infelizes por não assinarem suas pinturas rupestres, digo o mesmo pro sujeito que descobriu como fazer o “O” na areia apenas se sentando.
Esta aí é a minha árvore, ela representa a transcendência psicodélica natural do tempo, ou seja, falta de serviço minha. Questiono se eu fosse um artista de renome, com uma indumentária extravagante, provido de um vocabulário abstratíssimo e uma barbicha metódica e horrorosa se ela não valeria alguns trocados ao invés de tá dentro de uma caixa de papelão no meu terraço. (rs).
Related Posts with Thumbnails