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sexta-feira, 25 de junho de 2010


Dia Mundial do Fusca

O DeLorean do clássico De Volta para o Futuro, o BatMóvel do Batman, o Cadillac Ambulância dos Caça-Fantasmas ou qualquer Ferrari de “filme automotivo” , nenhum desses carros além dos que não me lembro foram protagonistas nos filmes, nenhum foi astro para ter vários filmes apenas dele, como o bom e velho Fusca.
No dia 22 de junho comemora-se o Dia Mundial do Fusca. No Brasil o dia nacional varia entre estados, comemorado no mês de janeiro.
Desde 1925 já havia um modelo bem parecido que inspiraria o futuro Fusca. Mais foi Hitler que apostou no kinder-ovo motorizado, tanto que o ditador sonhava em torná-lo o carro do povo quando contratou o engenheiro Ferdinand Porsche, único que não era judeu dentre três engenheiros que lhe foi oferecido. No projeto de Hitler havia exigências a serem cumpridas por Porsche como: carregar três crianças e dois adultos - típica família alemã -, alcançar e manter 100 km/h, fazer uma média de 13 km/litro, refrigeração a ar, pois os alemães não possuíam garagem com aquecimento, capacidade de carregar três soldados e uma metralhadora (afinal estamos falando de Hitler), etc.
Após diversos modelos do veículo serem exportados e/ou produzidos em países da Europa, Ásia, África e Estados Unidos, e de altos e baixos na produção por questões multifatoriais sendo algumas irrelevantes, como a Segunda Guerra Mundial, na década de 50 o Fusca começou a ser comercializado e fabricado no Brasil. Em 1986 a Volkswagen parou de fabricá-lo, alegando que era obsoleta sua fabricação, mesmo sua comercialização no país ainda ser expressiva. Em 1993 o presidente Itamar Franco sugeriu a retomada da produção, que não obteve sucesso, sua fabricação encerrou em 96 com uma série especial “Série Ouro”, continuando sua produção apenas no México. Em 2003 foi fabricado o último carro, que se encontra no museu de Wolfsburg na Alemanha. Agora o modelo vem em novo formato o New Beetle (Novo Besouro), porém em amargos R$ 61 mil e bordoadas.
Partindo para as nostalgias, quem nunca ouviu falar em virabrequim, ventoinha, orelhinha, platinado, pé de galinha, besouro, ou similaridades como Fafá de Belém, capô de Fusca...
O cheirinho discreto de gasolina após um abastecimento, o motor urrando e implorando mais marcha, a PQP que nos recorda alguém inseguro que sempre a segura, etc.
São tantas histórias, momentos mais que únicos; sagrados! Acho que não tem um nome mais adequado para consagrá-lo e apontar o que lhe falta, como o filme que o intitula e o homenageia “Se Meu Fusca Falasse”.
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