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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Não tem pro Lobo Mau

Quando eu tive em Porto Seguro, um guia nos levou à aquelas igrejas velhas com paredes totalmente espessas em que a “liga” usada para grudar os blocos e erguer as paredes era à base de óleo de baleia, uma estrutura pesadíssima, mesmo apesar de ter conhecido somente através de livros me fez lembrar e imaginar o que deve ser aquelas construções do povo egípcio, maia, incas... tudo muito pesado, muito grandioso, pode se dizer uma construção ignorante.
Hoje enquanto velejava na net, vi uma matéria sobre novos métodos alternativos que estão sendo empregados na construção civil, como o uso do papelão que oferece uma saída rápida e segura para aqueles depósitos que são feitos para guardar uma variedade de coisas na local da construção. A pesquisa realizada no Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), demonstrou inúmeros fatores positivos na utilização do papelão, que vão desde a reciclagem, produção de celulose, matéria-prima abundante, boa resistência com melhora considerável com a aplicação de resina, dispensar alicerce com suporte para áreas pesadas, etc.

Outro experimento que está tendo um bom resultado é a utilização de fibra do bagaço de cana-de-acuçar e as cinzas da queima do bagaço – na produção de fibrocimento, que é um material usado na fabricação de produtos como telhas, caixa d´água etc. Após pesquisas eles descobriram que a cinza tem grande concentração de sílica, e em contato com a agua e cal, forma um composto com um otimo endurecimento.
Também na EESC, estão desenvolvendo um cimento a base de magnésio, este não para fins estruturais, mas para construção de telhas e painéis de fechamento, ou seja, ele não é tão forte assim. (rs).
Diante disto fico feliz em ver os avanços da construção civil em terra tupiniquim, e fico tentando imaginar o que os três porquinhos devem estar pensando diante as novas tecnologias.

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