Páginas

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

“Killing In The Name”

 
É engraçado como as pessoas se surpreendem ao assistirem num telejornal fuleiro noticias de violências e suas divisões...Uma chacina aqui, um estrangulamento ali, homicídio acolá etc.
Como se isto fosse novidade, como se realmente estivéssemos no final dos tempos devido taaaannnta violência.
A meu ver isto não é nada mais do que sempre ocorreu. Com a diferença que antes os atos de violência eram praticados por organizações o que não deixava de ser ilícito, instituicional, “imoral, ilegal e engorda”, e não era praticado pelo povão.
O genocídio Helênico, IRA, ETA, KKK – não me refiro ao cácácá referente risos -, Inquisição, Nazismo, Cruzadas, Ditadura, FARC, o Gargamel, O Capitão James Gancho etc. Todos grupos organizados – ou quase – geralmente com o apoio da igreja ou de políticos. Sendo assim, possuíam 007 (licença para matar).


Só que atualmente, qualquer homem, mulher, jovem, adolescente, catarrento e piolhento, pode pegar uma arma e usá-la como quiser, claro que pagará pelos seus atos, mas sem o consentimento de grupos maiores.
E acho que é esta a diferença que deixa turva o significado de violência, porque hoje ela é uma metástase, não é privilégio apenas dos que usam canetas ou cruzes. Cruzes!
Foucault disse que vigilância e a punição podem ser encontradas em várias entidades estatais, como hospitais, prisões e escolas, sim isto é lógico. Mas estes locais não seriam para pessoas se reabilitarem? Isto escapa do conceito de ensinar. E quanto ao punir depende do conceito de punição e de do mínimo infra-estrutura pra isto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts with Thumbnails