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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Mato mata

 
Plantas medicinais foi uma matéria opitativa que tive na faculdade, só que o professor era ruim demais, mas demais, demais mesmo! No entanto, não o suficiente pra que eu não aprendesse nada.
Aprendemos o bê-a-bá do preparo de uma determinada planta para fins medicinais, armazenamento, secagem, embalagem, umidade e tudo mais que poderia alterar as propriedades dos matim, lógico, analisando superficialmente o princípio ativo das mesmas.
Agora parece que definitivamente as plantas medicinais e fitoterápicos vão fazer parte do elenco do SUS, digo definitivamente, pois o Programa de Medicina Tradicional é dos anos 70. No Brasil há tempos as plantas e seus derivados vêm sendo utilizadas pela população no cuidado com a saúde através dos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, o que forçou alguns órgãos a desenvolverem políticas, programa e regulamentos específicos para a área. Destacando o Programa de Pesquisa de Plantas Medicinais (PPPM) da Central de Medicamentos (CEME), do Ministério da Saúde, vigente entre 1982 e 1997, que realizou pesquisas com 55 espécies de plantas medicinais com o objetivo, entre outros, de “desenvolver uma terapêutica alternativa e complementar, com embasamento científico, por meio do estabelecimento de medicamentos fitoterápicos originados a partir da determinação do real valor farmacológico de preparações de uso popular, à base de plantas medicinais”; também a Politica Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) preconiza o modelo da “fitoterapia ocidental” tudo embasado sob cunho científico, com profissionais devidamente capacitados, observando os princípios do SUS além do aval da Anvisa. Atualmente 350 municipios/estados oferecem serviços voltados em plantas medicinais, sendo difundido através dos PSF.s ou ESF.s como quiser e posteriormente NASF.s. Quanto aos fitoterápicos o Ministério da Saúde pactuou com Estados e Municipios 08 medicamentos passiveis de financiamento com dispensação no SUS são eles: Alcachofra, Aroeira, Cáscara-sagrada, Espinheira-santa, Garra-do-diabo, Guaco, Isoflavona de Soja e Unha-de-gato, tais fitoterápicos e homeopáticos não interferem na distribuição de medicamentos sintéticos.
A Portaria n° 886/GM/MS de 20/04/10 que instituiu a “Fármacia Viva, define todas as etapas de cultivo, coleta, processamento manipulação, dispensação etc.
Agora vamos lá, na pós que apenas comecei a fazer tinha um professor que disse que ainda estamos enterrados no passado com os métodos de cura gaélica, nos inversos de quente-frio, seco-molhado, “quem tá gripado, por exemplo, tem que tomar chá de folha de laranja quente, mas sem ficar na friagem hein”. E a popularização disto tem que ser feita com carinho, pois a exemplo da população da região que moro e adora beber mato na água quente, se não utilizarem uma boa estratégica sobre isto – daqui a pouco tomarão até chá de Comigo-ninguém-pode. Já citei antes alguns venenos encontrados em algumas plantas e legumes como cianureto na maçã e na mandioca, além da ricina na mamona que é extremamente tóxica. E o Sô Drauzio Varella falô no Fantástico isturdia umas merdas que podem acontecer se ficá tomanô chá a riviria.
Aproveitando; quem souber onde encontro Sassafrás, porque semente de Sucupira é fácil de ser encontrada, me avise, preciso fazer uma mistura com Biotônico dizem que é bom contra tendinite, fibromialgia, bursite, reumatismo, artrose e mais umas seis ou doenças.

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