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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

GarniZÉ III

Semana passada tive que dar um pulo na cidade maravilhosa e acabei vendo e vivendo umas coisas engraçadas. Sabem aqueles restaurantes de R$ 1,00 com o apelido pomposo de restaurante “Garotinho”com bandejão, suco e sobremesa? Almocei lá. É o típico local onde se desamarrassem lá um antropólogo e um chimpanzé a conclusão de ambos seria a mesma talvez. Como um pseudo carioca ixperto, fui pá geral mermo, poxa! Só um realzinho mermão!
No outro dia pelo oficio, tive que ir pras bandas da Central do Brasil onde dentro da referida senti uma fadiga enorme ao duvidar se as pessoas estavam correndo, todas as pessoas. Duvida sanada por minha excelsa, sim, estavam correndo. É simplesmente estranho, pessoas semi-desesperadas correndo, parece que iriam atravessar nossos corpos. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o trem. Comecei a lembrar dos conselhos de algumas pessoas sobre preferir o transporte coletivo, diminuindo o efeito estufa... alguns destes imbecis não sabem o que é ficar em pé quase duas horas num trem, confortavelmente socando a cacunda numa lixeira, vendo apenas braços suspensos suportando o corpo e ouvindo os vendedores ambulantes tentando garantir o pão de cada dia. Lamentei nosso pé-duro estar tão longe e também não conhecer o caminho onde estava, incomparável transporte próprio a coletivos!

Foto tirada do meu Made In China do vagão que estava

Boa parte dos bestas que dizem o mesmo blá blá blá referente ao dióxido de carbono nem sabem como rola o esquema quimicamente falando e ficam falando asneiras, mas sem despregarem o rabo de seus carros.
De volta a minha bucólica micropoles, me assustei ao ver o rostinho de minha filhota parecido com a lua maqueada com pó-de-arroz. Malditos pernilongos!E tá em quase toda cidade, como disse um cara da Funasa, o problema é físico e não químico, ou seja, tirar toda água empoçada, a mesma receita contra dengue. Só que na manhã de domingo 03/10 que me levanto vejo as ruas cobertas de colas de candidatos, panfletos, santinhos, capetinhas e toda desgraça que poderia sujar a cidade, entupir boeiros e gerar transtornos pra muita gente, principalmente para os garis. A tarde ainda deu uma chuvinha pra ajudar a grudar a papelada no chão (rs).
Só que depois, xingamos os órgãos responsáveis pela limpeza da cidade, rogamos por fumacê, levantamos as mãos para o céu, e clamamos a Jesus Cristo quando vem às enchentes ou nossos vasos sanitários parecem um chafariz.
Num dia importante para o país, em que seres bípedes que se distiguem da maioria dos animais que habitam a crosta – devido a inteligência, inteligência? -, e se auto intitulam superiores por suas escolhas de candidatos tudo com um clima envolvente de organização; dou bom dia a minha rua e até dentro do portão de minha casa a papéis no chão. Será este um dos significados de política?

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