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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Distribuindo riquezas


Tem gente que me acha seco, tosco, grosseirão, turrão e tudo mais no mesmo sinônimo. Estes que me classificam assim que não me viram hoje como fiquei ao receber uma mensagem de minha esposa que também é professora, me parabenizando pelo dia, apesar de eu ter lecionado apenas um mês. Quase chorei de emoção, como quase chorei também no dia em que levei uma foto do Stephen Hawking e uma aluna disse que era o Shakespeare, e pior, disse que ele ainda está vivo. Ainda bem que o mundo fica – ou deveria – em equilíbrio, e tinham alunos que sabiam a quem me referia, outros garimpavam para saber quem era, além de haver questionamentos e altos papos sobre o universo, alimentos, parada gay etc. O episódio da comparação do Sr. Hawking ao dramaturgo e escritor “Highlander” foi um fato isolado. (rs).
Uma das melhores sensações era ver nos olhos dos alunos quando eles entendiam o que eu passava.
Infelizmente o método de ensino contemporâneo é diferente o da minha época, acho que antes os resultados eram melhores, também, classe dos professores não é unida e nem valorizada como deveria, e acho que os governos, pedabobos e quem elaboram o plano de ensino, devem ter o cérebro no intestino grosso. Mas no afunilamento de tudo, adorei lecionar.
Fica aqui o meu e dos colaboradores deste simplório blog, UM PARABÉNS A CLASSE QUE CORTA UMA MAGRELA PARA PASSAR UM POUCO DE CONHECIMENTO E FORMAR CIDADÃOS E PESSOAS FORMADORAS DE OPINIÃO.

2 comentários:

  1. Houve um professor assim também no passado, o chamavam de lunático, doido etc mas na realidade aqui era pequeno demais pra seu talento, hoje o próprio alça vôos internacionais e leciona para a nata intelectual regional, não sei o tamanho de suas asas, mas sei que pode voar muito alto a ponto de mesmo com binóculos reconhecer s cor de suas penas que acalantam, proteje e embelezam quem te ama. Parabens!

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  2. "Houve um professor assim também no passado, o chamavam de lunático, doido etc "...
    As vezes o que pra muitos é utopia ou romantismo, nada mais é que a frieza de como deveria/poderia ser tudo.
    "Ser grande significa ser incompreendido" - Oscar Wilde.

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