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terça-feira, 10 de agosto de 2010


Credibilidade?
Outro dia lendo uma matéria dum jornal aí, me chamou a atenção a identificação do autor sendo “mestre em não sei o que, especialista em não me lembro o que, doutorando em qualquer coisa e colaborador do jornal que lia”.
Questionei se ele estava expondo suas idéias, ou apresentando seu currículo. A resposta que tive que era para dar maior credibilidade ao texto.
E outro dia vi um anuncio que o “Rapaz com Cachimbo” de Picasso, havia deixado de ser a obra mais cara do mundo, perdendo o posto para "L'Homme Qui Marche" (O homem que caminha) de Alberto Giacometti, nada-nada pela mixaria de 74,2 milhões de euros, veja a cotação do euro calcule quanto dá em reais e me conte. Pois é, além dos dois citados acima tem Jackson Pollock, Gustav Klimt, Vincent van Gogh, Portinari, Da Vinci, Michelangelo, Monet e mais alguns que suas obras são as mais caras do mundo. Eu não entendo titica nenhuma de artes, dizem que algumas retratam revoluções, momentos sacros, angustias pessoais etc. Mas será que o valor é pela obra em si, ou pela assinatura de seu criador? Se for pela assinatura os primatas foram infelizes por não assinarem suas pinturas rupestres, digo o mesmo pro sujeito que descobriu como fazer o “O” na areia apenas se sentando.
Esta aí é a minha árvore, ela representa a transcendência psicodélica natural do tempo, ou seja, falta de serviço minha. Questiono se eu fosse um artista de renome, com uma indumentária extravagante, provido de um vocabulário abstratíssimo e uma barbicha metódica e horrorosa se ela não valeria alguns trocados ao invés de tá dentro de uma caixa de papelão no meu terraço. (rs).

4 comentários:

  1. acredito que o valor da obra está nos sentimentos aflorados pelo observador, assim como se paga horrores por um grande espatáculo. Os grandes artistas se tornaram artistas ou se descubriram artistas em momentos de introspecção que julgavam ociosidade, eu conheço pessoalmente um grande artista que usava (graças a Deus) um cabelo de super xoque por sinal horrível, canta musicas de público restrito mas que falta a ousadia que tambem faltou aos artistas que foram reconhecidos pos morte.

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  2. Deixe me entender;
    Então achas que o valor de uma obra depende de como ela toca nossa sensibilidade?
    "que usava (graças a Deus) um cabelo de super xoque por sinal horrível", engraçado demais!

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  3. são trechos distintos escritos de forma coloquial porém o engraçado demais... peguei pesado???kakakakakakakaka

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